Hoje começarei a contar uma história que sempre desejei contar desde 1998. Mas como sou bastante esquecida, não lembrarei de detalhes daquela época pra cá.
Eu me chamo Danielle F. Moraes, filha de Irene F. dos Santos, que falecera exatamente dia 24 de abril de 1998. Sim a história começa no ano da perca mais dolorida da minha vida. Ela foi a melhor mãe do mundo, se eu voltasse em outra vida e pudesse escolher qual seria a minha mãe, escolheria ela. Eu levava uma vida de princesa, muito bem cuidada, mimada, tudo o que eu queria eu tinha e AMOR era o que não me faltava. Porém, era um conto de fadas que ela criava pra mim, sem ela esse mundo deixava de existir e ai começaria um terror, que hoje eu chamo de REALIDADE.
Com a boa educação que ela me deu, aprendi a ser estudiosa, as melhores notas, dedicada a escola...enfim. Mas não era mais, me desanimei, freei na escola, mas consegui chegar até o terceiro ano do segundo grau. Até ai eu já estava num momento obscuro de revolta que poucos percebiam ou ninguém percebeu o porquê de tamanha rebeldia, claro só me julgavam e virava as costas. Que tipo de rebeldia? Ah, eu gostava de sair da escola, as vezes até durante a aula, para tomar um vinho com os meus colegas que eram vistos como piores que eu, meus "amigos rebeldes" rss. Também ia a shows de rock e não cumpria com meus horários, voltava somente após um dia. Porém a gente não fazia coisas absurdas como sexo grupal e uso de drogas descontroladamente. Somente tomávamos uns vinhos baratos e ficávamos sentados em praças após o show tocando viola esperando o sol nascer para pegarmos o primeiro buzão. Apesar que transporte não era a desculpa, até porque a pessoa mais admirável que já pôde passar pela minha vida me dava grana pra que eu voltasse de táxi. Essa pessoa é a minha madrinha, Leda Alves, uma madrinha perfeita também que tentou não deixar que eu entrasse de cara no posso, porém não conseguiu me impedir. Eu chegava em casa embriagada e fumava maconha, mas não passei dessas duas drogas: a bebida e a maconha.
Depois desse tempo muita coisa aconteceu, eu precisava de uma força amiga, todos os meus amigos e colegas estavam se formando, crescendo, eu fiquei pra traz. Sai repentinamente de Brasíla para Goiânia....foi drástico. Eu estava prestes a e envolver com uma pessoa totalmente sem futuro, eu não sabia, nem de longe, selecionar quem poderia se aproximar de mim. Eu era muito carente, e ainda sou :( rsrss . Mas eu seria mamãe sete meses depois.
Esse é o Talles F. recém nascido em 2008, minha paixão, meu príncipe. Porém, agora vinha uma parte da minha vida que eu não esperava e nem me sentia preparada. Mas ele não foi motivo para eu não me separar, uma vez que o pai dele me agredia. Eu não admito tanto esforço feito pela minha mãe pra depois eu terminar casada e conformada com um agressor e sem futuro. Me separei, sem sentir medo de me arrepender, como não me arrependi, somente senti alívio.
Quando eu vi meu filho, logo veio na mente e no coração: EU SOU CAPAZ.
E fui, mas resolvi me envolver com mais alguém, dai veio o Yuri F.
Um amor de criança...mais um príncipe ao meu Reino.
Mas eu descobri que havia conhecido mais uma pessoa problemática, descontrolado, sem juízo, porém aparentemente responsável e trabalhador. Mas eu já sabia que eu não iria querer ele durante muito tempo. Eu queria continuar a estudar, mas ele era contra. Queria trabalhar, ele não deixava, uma vez que eu não sou muito de respeitar coisas absurdas. O pior ainda viria...: ele começaria a implicar com meu filho por nao ser filho dele, até o agredir. Para mim foi a gota. Comecei a planejar bem a separação, teria que ser bem planejada, por que ele não tinha nada e nem eu, e ainda eu tinha 2 filhos. Desde então, eu não mantinha relação com ele, não vivia como esposa dele, mas ele não aceitava a minha decisão e resolveu me agredir sexualmente. Sai pedindo ajuda para alugar um local e sair da casa dele urgentemente, eu não tinha nenhuma grana, mas consegui o do aluguel. Porém descobri que estava grávida...me revoltei e me senti no fundo do poço, não que um filho é algo ruim, muito pelo contrário, mas precisamos ter bons preparos para receber bem seu filho, não é?
Entrei em profunda depressão e mesmo grávida cheguei a 42 quilos, pensei que o bebe seria meio sem saude...e resolvi pedir ajuda ao meu pai. De volta a Brasília, com uma linda princesa na barriga:
Amanhã eu continuo...........



